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terça-feira, 30 de novembro, 2021

Brasil compartilha experiências de políticas de equilíbrio trabalho-família em Genebra

OPrograma Equilíbrio Trabalho-Família, a instituição do selo Empresa Amiga da Família e a criação do Prêmio Melhores Práticas em Equilíbrio Trabalho-Família, foram algumas das iniciativas apresentadas pela ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, nesta quinta-feira (4), em Genebra, na Suíça. O evento internacional reuniu representantes do Brasil, da Hungria e da Polônia para discutir ações que incentivem outros países a adotarem políticas que tenham a família como ponto fundamental no desenvolvimento da sociedade.

“Entendemos que as empresas que adotam ações dessa natureza observam aumento do comprometimento e da produtividade dos funcionários, com a consequente diminuição da rotatividade e das faltas ao trabalho. A implementação dessas práticas confere também maior visibilidade, possibilitam expansão de negócios e fidelizam clientes, com benefícios para toda a sociedade”, afirmou Damares Alves.

Na oportunidade, a representante do governo brasileiro ressaltou outras políticas públicas do Governo Federal voltadas ao fortalecimento de vínculos familiares com recortes específicos, como ações que levam em consideração os costumes de povos e comunidades tradicionais e aquelas focadas na prevenção à automutilação e ao suicídio ou no atendimento a pessoas com doenças raras e com deficiências.

“O Brasil segue firme em seu propósito de promover e proteger a família, célula máter da sociedade. Acreditamos que somente podemos construir uma nação verdadeiramente próspera e desenvolvida quando a família está no cerne da atuação do Estado”, completou a titular do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH).

A secretária Nacional da Família, Angela Gandra, reforçou ainda a importância de ter outros países empenhados na implementação de políticas com foco no equilíbrio família-trabalho. “Queremos projetar a família na vida social, econômica e política para fortalecer as bases da sociedade e promover relações mais saudáveis em todo o mundo. Na verdade, as famílias são o modelo de relacionamento e são decisivas para proporcionar boas condições para que se estruturem e tenham melhor qualidade de vida”, avaliou.

Outras experiências

Após as falas das representantes brasileiras, foi a vez da Hungria e da Polônia abordarem as iniciativas colocadas em prática em seus territórios. A subsecretária de Política Social e da Família Polonesa, Barbara Socha, destacou que o país vem implementando, desde 2015, políticas que reforçam as finanças e que estimulam o fortalecimento dos vínculos familiares.

Socha explicou que, durante a crise sanitária do coronavírus, foram adotadas medidas que flexibilizam horários ou permitem o trabalho remoto para famílias com crianças menores de quatro anos de idade. “O equilíbrio trabalho-família é um assunto prioritário na Polônia”, reforçou.

Já na Hungria, as ações pró-família vêm sendo adotadas desde 2010 e têm ajudado a aumentar a taxa de emprego. São iniciativas que garantem benefícios fiscais para famílias, auxílios para gestantes, programas de moradias e apoio às empresas. Além disso, se discute a possibilidade de se criar creches em locais de trabalho e fortalecer a participação paterna na criação dos filhos.

“Acreditamos que essas soluções podem ser permanentes porque empregados e empregadores se beneficiam. É um grande benefício para as sociedades que implementam políticas que tenham foco na família”, destacou o secretário de Estado de Estratégia e Coordenação do Ministério para Famílias da Hungria, Gergely Ekler.

Saiba mais

A Parceria para Famílias, formada por Brasil, Polônia e Hungria, tem como objetivo discutir a implementação de políticas para apoiar o equilíbrio trabalho-família, particularmente no contexto do Covid-19.

O painel tem como foco, entre outros: equidade, corresponsabilidade e paternidade; teletrabalho e educação; mundo corporativo e famílias; e ação governamental para promover o equilíbrio entre trabalho e família. O evento foi moderado pela diretora do departamento de Condições de trabalho e Igualdade da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Manuela Tomei.

Fonte: gov.br

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