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sábado, 23 de outubro, 2021

Dourados tem mais de 500 “carros relíquias”, de fuscas a Maveriks, opalas e Landaus

Uma paixão que geralmente nasce na infância, com as crianças contemplando na garagem dos pais marcas como Opalas, fuscas, jipe, mavericks, Dodge Charge, Kombi “coruginha”, C 10, F 1000, Landaus. Em outros casos, há os colecionadores (como Alceu Aguiar, o mais conhecido colecionador de Dourados e que possui um grande acervo dessas relíquias) e os “apaixonados”, que compram carros antigos para restaurar.

A definição desse gosto diferenciado, em um momento em que as marcas investem muito em tecnologias e carros cheios de instrumentos conexão wifi, piloto automático câmbio automático e outras inovações, foi Humberto Ayala, presidente do Automóvel Clube Dourados (ACD), que reúne cerca de 253 sócios. Contando os não filiados mas que participa dos eventos promovidos pela Clube, chega-se a mais de 500 proprietários de automóveis antigos.

O Clube realiza todo primeiro domingo do mês um evento de confraternização, quando, além de uma exposição das “maquinas”, trocam ideias sobre assuntos ligados aos carros: reformas, tecnologias que podem ser implantadas sem descaracterizar e também negócios.

Os antigomobilistas realizam um encontro por mês em localidades diferentes. Em Dourados o último encontro foi em 2019, com um expressivo público|(inclusive de outros estados e animado pelas bandas Carro Velho e Rádio’s 80, com muito rock retrô. Aliás o Rock retrô é o preferido dos antigomobilistas (ou reliqueiros, como alguns se auto-denominam).

“Nossos encontros sãos sempre agradáveis, com nossas famílias. Uma grande confraternização cultural e filantrópica, sem fins lucrativos: apenas para reunir mesmo os adeptos e colecionadores de carros antigos”, diz Humberto, acrescentando que não são cobrados ingressos para visitação e nem para assistir aos shows.

Em Dourados existem diversas oficinas especializadas em dar assistência aos carros antigos. “São pessoas especializadas em carros carburados, com freios a tambor, suspensão com fecho de molas e outros itens dos carros “fora de linha” como os que temos”, explica Humberto. As peças são “garimpadas” em lojas e oficinas especializadas em estados como São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, por exemplo. Ou, ainda, troca de peças entre  membros do Clube ou outros participantes dos encontros. Os antigomobilistas do ACD possuem inclusive um grupo na internet um grupo de WhatsApp apenas para negociar veículos e peças.

O  próximo evento do ACD será um encontro estadual realizado nos dias 14 e 15 de maio de 2022, no Centro de Convenções. Tanta antecedência nos preparativos que já estão de vento em popa em busca de superar obstáculos como a burocracia e a obtenção de recursos  é, segundo Humberto, “para que o primeiro congraçamento dos reliqueiros seja uma grande festa e montar uma estrutura de alimentação, iluminação, hospedagem e todas as condições para que nos dois dias haja muita diversão e reforçar nossa paixão pelos carros antigos”.

Fonte: O Progresso

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